PAPEL SULFITE

PAPEL

PAGAMENTO

GARANTIA

 

PAPEL BRANCO 75 g/m2 A4 210x297mm

500 folhas - R$ 14,00

100% proveniente de florestas plantadas e renováveis, atendendo a rígidas normas ambientais.

PAPEL RECICLADO 75 g/m2 A4 210x297mm

500 folhas - R$ 16,00

100% proveniente do reaproveitamento de aparas de papel, evitando o acúmulo de resíduos no meio ambiente.

 

Produtos certificados por:

  • Cerflor – Programa Brasileiro de Certificação Florestal, gerenciado pelo Inmetro e reconhecido internacionalmente pelo PEFC (Program For Endorsement on Forestry Certification). Avalia aspectos econômicos, ambientais e sustentáveis dos processos produtivos. Certifica o manejo florestal e a cadeia de custódia.

  • ISO 14001 – Valida todo o processo de produção relacionado a atividades florestais, desde a parte operacional das florestas até as pesquisas realizadas para aprimorar as espécies cultivadas.

  • ISO 9001 – Certifica a adesão a parâmetros técnicos no manejo de florestas de eucalipto para a produção de madeira.

 

Por que papel reciclado é mais caro?
 

Custa mais caro "recriar" o papel do que fabricá-lo a partir de matéria-prima virgem

Ninguém pergunta "por que produto orgânico é mais caro, já que nem agrotóxico usa?" Todo mundo sabe que o esforço para manter o vegetal sadio, sem pesticida, é ainda mais custoso.

No caso do papel reciclado, o princípio é o mesmo. É mais caro "recriar" o papel do que fabricá-lo a partir de matéria-prima virgem.

Quando pensamos em papel reciclado, sempre é no papel bonito e ecológico que o banco imprime, mas papel reciclado de verdade, aquele que vem do lixo, vira papelão, papel higiênico, papel de embrulho... esses sim com custo benefício ótimo... sem marketing para endeusá-lo ou confundí-lo.

O papel reciclado para impressão é um produto nobre, feito de aparas selecionadas de gráficas e papel de escritório, misturado com fibras e com a reutilização de sobras da própria indústria que o produz.

O Setor Reciclagem já tratou do assunto várias vezes, mas como as dúvidas ainda são grandes, aí vão os
10 motivos porque o papel reciclado é mais caro:

  1. Já existe um processo de fabricação centenário de fabricação de papel "virgem". A fabricação de papel reciclado para impressão é relativamente nova, precisa de tempo para se estruturar e ser competitiva.

  2. Na verdade, comparar papel virgem com papel reciclado (para impressão) é covardia. O papel reciclado faz parte de uma categoria diferente, denominada Papéis Especiais. Há alguns anos, só haviam papéis reciclados importados, caríssimos, sem acesso ao usuário comum. É ótimo que essa situação esteja mudando, mas o papel reciclado que estamos nos acostumando a ver ainda é um pouco mais caro.

  3. Há pouca concorrência no mercado de papel reciclado para impressão. Com mais empresas fabricando, o preço deve cair.

  4. Se você separar os papéis do resto dos resíduos que gera, estará ajudando a baratear o custo do papel reciclado, pois a limpeza e triagem (separação) são dois dos ítens que encarecem a reciclagem.

  5. Quando você compra papel, paga imposto. Quando ele é transformado em papel reciclado, uma nova carga de impostos é gerada, para o papel que já estava taxado...

  6. O papel reciclado está basicamente restrito ao uso corporativo. Enquanto for produto de um nicho de mercado, mantém-se com valor mais alto.

  7. A coleta seletiva no Brasil ainda é relativamente pequena, o que gera um custo alto para coletar e selecionar os materiais recicláveis.

  8. O processo de reciclagem implica em: coletar, selecionar, limpar, revalorizar, reproduzir, comercializar. Para tudo há um custo. Pense que em vez do fabricante ou comerciante estar querendo levar vantagem na "onda ambiental", talvez precisem agregar valor para comercializar um produto mais caro.

  9. Existem diversos tipos de papéis recicláveis, cada um tem seu valor, seu grau de impureza. Qualquer fardo de papel com materiais proibitivos em quantidade maior que a especificada pode torná-lo não reciclável. Ou seja, o trabalho de separação/classificação é grande mesmo só entre papéis. Todo processo criterioso tem custo elevado.

  10. O uso do papel é tão difundido que ninguém imagina viver sem ele. Isso mantém um custo relativamente baixo para promover o papel em campanhas de marketing. No caso do papel reciclado, quem pode faz o que pode para divulgar o papel: campanhas de publicidade que, além do tradicional, envolvem ações sociais, permutas... Quem não pode, vende menos. Esses fatores podem encarecer o produto final.

Para o usuário comum: teste o papel reciclado, peça para a papelaria comprar, experimente. Em alguns casos pode valer uma nota melhor no trabalho de escola, uma vantagem no currículo, ou na apresentação de um trabalho.

Para as empresas: se o objetivo principal é a redução de custos, procure papéis de embrulho com gramatura adequada e cor mais clara. Esses papéis existem, são mais baratos e servem para impressão comum. Aproveite para revisar os trabalhos no computador e use os dois lados das folhas.
Mas... reveja seus pensamentos e métodos. Reduzir custos não é a única coisa importante.

Para os governos: se incentivar a fabricação de reciclados com redução de impostos soa como uma ofensa, pelo menos incentivem a coleta seletiva - o papel usado será melhor separado, existirá em maior quantidade e, a reboque, vai melhorar a condição social do povo mais necessitado.

Os fabricantes não vão arcar com prejuízos para produzir um tipo de papel papel, cabe a você decidir se vale a pena pagar mais caro por um produto com benefícios ambientais. Voltando ao exemplo dos vegetais orgânicos, você deveria usá-los para preservar sua saúde. Não deveria fazer o mesmo para preservar a saúde do planeta?

 

 

Papel reciclado: mitos e verdades


Mito ou realidade? A utilização do papel reciclado pela indústria gráfica começa a ganhar dimensão. Muito tem se falado sobre sustentabilidade e preservação do meio ambiente. Mas, até que ponto o uso do papel reciclado traz realmente benefícios para o planeta?

Empresas de grande porte como instituições bancárias, de telecomunicações, da indústria de cosméticos e até empresas de planos de saúde, que utilizam muito papel para se comunicar com seus clientes já adotaram o chamado papel reciclato em larga escala.

Geralmente, o valor do reciclato, se comparado aos outros tipos de papel utilizados na produção de material gráfico, como o offset e o couchê, ainda é superior. Mesmo assim, esse tipo de produto vem conquistando espaço, muito mais em virtude da preservação do meio ambiente que ele pode proporcionar.

Mesmo que a sua composição não seja 100% reciclado, não deixa de ser ecologicamente correto utilizá-lo.

As indústrias estão começando a dar uma maior atenção ao assunto, devido à pressão que o consumidor está fazendo neste sentido. Porém, quanto ao papel comum reciclado este ainda não caiu nas graças do consumidor brasileiro, pois custa mais caro devido ao seu processo de produção ser mais trabalhoso. Isso porque o papel utilizado na indústria tem resíduos altamente poluentes como compostos de pigmentos de chumbo.

Em verdade, não é o tipo do papel que realmente deve ser analisado se causa mais ou menos impactos ambientais, mas qual o tipo de tinta empregada no papel, seja de offset, flexográficas, UV ou de segurança. Em todos estes tipos de tinta encontramos compostos diferentes de resina, solventes, corantes ou ceras. Ainda há os custos ambientais de transporte e energia utilizada pela empresas na utilização do papel.

O mais interessante é que existe papel sintético há décadas, pouco utilizado por causa do seu alto custo de produção (custa o dobro do papel comum), mas possui menos poluentes e é menos agressivo ao meio ambiente. Encontramos esse tipo de papel nas notas de 10 reais, em painéis de propaganda, banners, mas justamente devido à falta de conhecimento da população sobre este produto, não é atualmente tão receptivo.

Caso houvesse investimentos de novas tecnologias aliadas a um marketing verde expressivo sobre este tipo de papel, com certeza o alto custo do processo de produção diminuiria significativamente. Há pesquisas que utilizam este papel produzido com derivados industriais como garrafas plásticas e potes plásticos, ou seja, reduz a utilização de matéria prima proveniente dos recursos naturais.

 


Cem por cento reciclado
 

No Brasil, uma das maiores indústrias de papel e celulose, a Suzano, produz o papel offset 100% reciclado a partir de aparas pré e pós-consumo. Sua composição é constituída por 75% de aparas pré-consumo (material reciclado dentro da fábrica) e 25% pós-consumo (material oriundo da coleta urbana). Para a produção desse tipo de papel, a Suzano conseguiu a certificação FSC (Forest Stewardship Council), que é um dos principais selos sociais para produtos cuja matéria-prima vem das florestas.

Quando se fabrica 1 tonelada de papel reciclado, em média recupera-se 1.300 kg de papel velho das ruas que de outro modo teriam ido para aterros sanitários ou deixados no meio ambiente. Dos 1.300 kg, em média, 300 kg sobram como resíduo da reciclagem, que ainda podem ser reaproveitados em outras aplicações como, por exemplo, na indústria de cerâmica.

Porém, o custo de fabricação é maior para a fibra reciclada envolvendo toda a cadeia desde a coleta até a produção final. Isso se deve ao fato de que grandes indústrias de celulose possuem plantações próprias de eucalipto.